A difícil arte de escolher: Como o detox digital mudou minha rotina

 


Você já reparou o quanto é difícil escolher? Sempre que escolhemos algo, abrimos mão de outra coisa. Nesse momento, sempre aparece aquela sensação de que não estamos fazendo a escolha certa; a dúvida vai nos tomando e, às vezes, causa até um desconforto físico.

Nesta semana, eu escolhi me desfazer de várias coisas que estavam drenando a minha energia. E é estranho, pois, na maioria das vezes, aquilo que nos faz mal nem sempre está muito claro para nós.

Particularmente, eu estava muito "viciada" em redes sociais. Queria ver a vida do fulano, a fofoca da semana (infelizmente tem horas que isso atrai a minha atenção, mas se Deus quiser, não mais), as notícias do mundo (que nem preciso dizer que não estão nada boas...) e, com tudo isso, vinha uma enxurrada de anúncios tentando me convencer de que eu preciso de um monte de coisas sem sentido.

Ao analisar todo esse lixo mental que eu estava carregando, achei por bem apertar um botão e sair. O engraçado é que a maioria das pessoas nem se lembra de que essa possibilidade existe. O resultado? Mais tempo para ler coisas que de fato me fazem bem, tempo para uma caminhada, para ouvir uma música, escrever, dar atenção à minha casa, aos meus filhos e a mim mesma...

Parece tão óbvio qual é a escolha certa, não é? Mas te digo algo bem importante: ao ficarmos distraídos com tanto lixo virtual, tantas notícias e tanto barulho mental, não conseguimos ouvir e sentir o óbvio. Somente após desligar a tela é que sentimos a cabeça cansada, os olhos ardendo, uma ansiedade e uma tristeza que nem sabemos ao certo de onde vêm.

Eu também me sentia menor, insuficiente.

Não tinha o salário, o carro ou a felicidade daquelas pessoas que estavam ali nas redes sociais — e que eu acreditava ser real. Sei que não existe tanta alegria e prosperidade juntas o tempo todo; sei que são seres humanos que também ficam tristes, doentes, magoados, e que às vezes são rejeitados ou traídos. Mas isso sempre fica bem escondidinho, não é mesmo? E mesmo que toda essa alegria fosse verdadeira, e daí? O que isso tem a ver com a minha vida? Quais são os meus propósitos? Quais são as minhas alegrias, as minhas vontades, o que posso fazer por mim mesma? Essas perguntas acabam abafadas por tanto barulho externo.

Então, meus amigos, fica aqui a reflexão: você é o motorista, o guia da sua própria vida, e o seu destino aguarda o seu comando. Enquanto ficarmos vivendo a vida alheia e nos depreciando, simplesmente não sairemos do lugar.

Faça algo por você.

Olhe no espelho e, se não gostar muito do que vê, pense no que pode fazer por si mesmo. Ninguém — veja bem, ninguém — fará nada por você além de você mesmo. Seja seu melhor amigo: compre algumas roupas, arrume o cabelo, faça uma caminhada ouvindo uma música bem legal, acenda uma vela bem cheirosa, sacuda a poeira e siga em frente, sem olhar para os lados. Escolha o silêncio mental, pois só assim você escutará a sua voz interior e caminhará, de fato, rumo aos seus sonhos e ao lugar que você merece no mundo!

Beijocas de uma amiga que está aqui deste lado querendo te conhecer. Se quiser, comente aqui embaixo ou me mande um e-mail; ficarei bem feliz em saber quem você é.

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