Superar: quando tudo vai pelo "ralo"
A vida é assim, já reparou? Quando tudo está tranquilo demais, de repente um vento sopra em uma direção diferente, as nuvens se movimentam no céu, para te lembrar que o universo é dinâmico, e aparece um desafio grande.
Seja uma demissão, uma separação, uma gravidez inesperada, uma briga no trânsito, ou com o vizinho, um telhado que solta da casa ou uma doença na família.
Eu realmente acredito que a vida é sempre um vai-e-vem contínuo, nada nunca para. As ondas do mar não param, nossa respiração não para e como o Criador é Uno e perfeito, os desafios aparecem para nos moldar. Assim como o ferreiro precisar marretar o ferro para lhe dar uma forma, assim como o diamante sofre em sua lapidação, nossa vida nos apresenta os “golpes” do destino que vão nos moldando a medida em que ocorrem.
O que faremos com o golpe? Vamos cair e ficar no chão? Chorando sem reação? Vamos procurar a misericórdia nos olhos dos outros? Vamos nos revoltar, gritar, fazer uma boa cena de pirraça? Não sei...não julgo.....
A dor é algo único e doi em cada um de uma forma diferente. Não vou aqui fazer uma disputa de quem sofre mais, acho isso desrespeitoso.
O que geralmente ocorre COMIGO é que inicialmente faço tudo o que citei acima: grito, choro, praguejo, procuro um olhar ou um abraço de alguém querido, mas constato que o problema não se mexe...ele fica olhando para mim, meio que dizendo: “ E aí?? O que você fará comigo?”. Não há como fingir que o problema não existe. Ele fica como um grande elefante branco no meio da sala...e incomoda...
Cansada de ver a cara do elefante, penso em como tirar ele dali e aí vem a segunda parte da questão: buscar soluções. O problema não vai embora no grito e nem no choro, ele só sai quando achamos uma boa estratégia.
Entaõ, quando minhas lágrimas secam, os abraços já foram dados, eu pego minha espada, subo no meu cavalo, tomo uma vitamina para me fortalecer e luto. Luto muito, brigo, enfrento o “bicho” incansavelmente. Quanto mais ele pula, mais eu pulo, quanto mais ele grita, mais eu grito e, de repente, ele (e eu) percebe o quão forte eu sou e que não vai adiantar me perturbar.
Encaro o vizinho, o marido, a doença, o emprego, seja lá o que for. Busco forças em Deus e no fundo do meu ser e o problema começa a diminuir de forma incrível. Sou resiliente para simplesmente entender que não adianta ficar olhando para trás, lamentando o que ocorreu. Se o leite derramou, se o copo quebrou, aconteceu....ACEITO.
Depois da aceitação, depois que seu pé tocou lá no fundo do poço ele dá um forte impulso e começa a subir. Não tem mais fundo, não tem mais para onde ir.
Amigo (a), não sei se isto faz sentido para você agora, mas eu SEI que dentro de você há um lutador bem forte e que o que te move é o amor.
Amor por quem? Por si próprio....Ninguém vai te defender, ninguém consegue pegar a sua espada e lutar, apenas você.
Não fuja, enfrente.
Não lamente, reconstrua o que for e como for e onde for.
E como diz o jargão: “Apenas vá. E se tiver medo, vá com medo mesmo”.
Depois me conte.

Comentários
Postar um comentário